A Energia e o Desenvolvimento Sustentável

Os sectores da Energia e do Ambiente têm passado nos últimos anos por um processo de mudança a nível mundial sem par e, provavelmente, sem ainda se ter uma visão completa do que virão ser dentro das próximas décadas. A globalização e os movimentos demográficos em curso e, em especial, a digitalização destes setores de atividade vão colocar novos desafios a toda a gente, desde os consumidores até aos profissionais destes setores. Desafios aliciantes mas muito imprevisíveis.
 

A energia e o ambiente, mais do que nunca, tornaram-se um bem económico decisivo no desenvolvimento económico e social e, por isso, obrigam os organismos internacionais, nacionais e locais a uma maior atenção às novas formas de negócio, à sua utilização eficiente e aos efeitos provocados pelas emissões de CO2.
 

A política energética e ambiental, hoje em dia, já não é um problema de âmbito de um só país, mas tem de ser sempre equacionada por grandes áreas económicas e, claramente, também a um nível global.
 

As questões energéticas estão intimamente relacionadas com as questões ambientais e, desde logo, obrigam a uma concertação ao nível político entre os responsáveis destas duas áreas temáticas. Esta concertação terá de ser realizada quer ao nível político e de gestão, quer, principalmente, ao nível da implementação das acções operacionais no terreno.
 

O desenvolvimento de uma política pela gestão da procura tem de ser promovido de forma mais intensa e decisiva, pelo que o apoio ao reforço, ao desenvolvimento e à implementação das agências de energia e ambiente (de âmbito municipal, inter-municipal ou regional) se torna num objetivo de enorme prioridade.
 

As agências de energia e ambiente deverão promover uma consciência cívica e as competências técnicas nas áreas da energia e do ambiente, colocando-as como provedores dos consumidores, sejam eles consumidores domésticos, sejam industriais, agrícolas, dos serviços públicos autárquicos ou privados ou dos transportes.
 

Estas agências têm sido protagonistas do desenvolvimento de uma política energética e ambiental, ao nível municipal e regional, e têm como missão promover a utilização racional da energia, a promoção de medidas de protecção do ambiente e a sensibilização das populações, com especial ênfase da população escolar, o que pode ser verificado nas actividades destas agências no nosso país e nos da União Europeia.

Uma nota final sobre a questão da política energética e ambiental. Só uma visão integrada sobre todas as formas de intervenção e das medidas a implementar permitirá conseguir resultados visíveis a curto prazo.
 

Trata-se de medidas que são de uma necessidade imperiosa para que Portugal possa rever a sua situação da falta de competitividade energética, que se traduz numa menor produtividade e, por consequência, num factor negativo de competitividade das empresas e das organizações públicas e privadas, das cidades, das regiões e do país.